Para o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser impedido "no tapetão" de se candidatar em 2018 ou numa eventual eleição direta para suceder Michel Temer no Palácio do Planalto.  Porém, caso o petista proponha o mesmo programa com que o PT governou o país por 13 anos, aliando-se ao empresariado e recompondo com partidos que hoje apoiam Temer, Boulos defende que a esquerda construa uma proposta alternativa.

"O discurso de Lula no congresso nacional do Partido dos Trabalhadores, na quinta passada, foi mais curto e errático do que costuma ser. A verdade é que o ex-presidente sente o peso que hoje tem, como única figura de esquerda capaz de barrar o avanço conservador. O partido tenta dar-lhe ao mesmo tempo apoio e abrigo. Não é pouco o que Lula enfrenta. Afora uma caçada midiática diuturna, Lula ainda lida com o lawfare da República de Curitiba e seus experts em Powerpoint, pedalinhos e documentos sem assinatura. 

Luiz Felipe Miguel critica o texto de Fernando Horta "Pode Lula fazer mais?". Um trecho do seu texto: 

"Acompanho as postagens de Fernando Horta e sempre ganho ao lê-las – suas análises são sensatas, inteligentes e bem posicionadas. E admiro essas qualidades mesmo quando discordo de seus argumentos, como é o caso com o texto “Pode Lula fazer mais?”, publicado ontem, que critica às posições à esquerda do lulismo (ou mesmo na esquerda do lulismo) por esperarem que, num eventual novo mandato, o ex-presidente avance além das políticas compensatórias que implantou quando esteve no governo. 

Fernando Horta faz réplica ao texto de Luiz Felipe Miguel de título "Se Lula não fizer mais, não fará nada". Um trecho do seu texto:

"O texto do professor é dirigido ao texto anterior que publiquei “Pode Lula fazer mais?. E agrega importante crítica ao primeiro texto. Basicamente Miguel afirma que o “lulismo” é caracterizado por uma proposta de conciliação de classes que teria se esgotado em algum momento entre 2010 e 2014 pela ruptura bilateral do acordo. 

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