"O interesse do setor imobiliário na região central é histórico e atravessa diversas administrações. Em 2012, foi a pressão da sociedade civil pela criação de um Conselho Gestor que paralisou o projeto Nova Luz, inciativa do então prefeito Gilberto Kassab (PSD). Na gestão de João Doria, o projeto urbanístico que agora envolve a região da Cracolândia avança com celeridade, mas com métodos pouco ortodoxos." (Revista Carta Capital)

"Ao mobilizar centenas de policiais e manifestar expressiva violência naquele território da Luz, a atual política da administração municipal de São Paulo tem por objetivo não apenas o controle, mas visa limpar pessoas e abrir caminho aos interesses corporativos e financeiros. É a “Cidade linda” operando na lógica da limpeza social e racial do território e abrindo-o para interesses mercadológicos. São as dominações racista e classista em funcionamento interseccionado." 

Dando continuidade à intervenção violenta  na Cracolândia iniciada em 21 de maio de 2017 por ordem do prefeito Dória e com a ajuda da polícia do governador Alckmin, máquinas da Prefeitura de SP demoliram em 23 de maio de 2017 o muro de prédio na região da Cracolândia com moradores dentro, sem avisá-los. O Corpo de Bombeiros informa que três pessoas se feriram. Assista vídeo com relato de moradores e CLIQUE AQUI para ler reportagem deste acontecimento no site do jornal El Pais.

Publicado em 25 de mai de 2017

Assista ao vídeo que já teve 170 mil visualizações de repúdio à violação dos direitos humanos na #Cracolândia e espalhe nas redes! Diversos artistas gravaram vídeos repudiando as ações da Prefeitura e do Governo do Estado contra usuários e usuárias de droga da região da Cracolândia, em São Paulo. Essas ações foram feitas sem diálogo com os trabalhadores do território que há 4 anos vinham construindo vínculos de confiança com essas pessoas.

Publicado em 29 de mai de 2017

O Conselho Nacional de Direitos Humanos fez uma vistoria de emergência na Cracolândia, na capital paulista. O objetivo era verificar violações a direitos a partir da operação policial
desencadeada na região no dia 21 de maio.

A primeira etapa para o inicio de um processo de demolição é a elaboração de um estudo por profissional habilitado. Nesse estudo devem ser considerados todos os riscos envolvidos  como : danos a edificações vizinhas , riscos de soterramento , nível de produção de poeira e detritos que possam danificar o meio ambiente ou a saúde de pessoas nas proximidades dentre outros .

Todas essas consideração estão contidas nos procedimentos regrados pela ABNT através das suas NBs - Normas regulamentadoras . Portanto , a sequencia de ações para um processo de demolição seria o seguinte:

Suplicy denunciou em 25 de maio de 2017 em plenário na cãmara municipal despreparo da gestão Doria na "Cracolândia" e convocou reunião extraordinária da Comissão de Diretos Humanos para debater a questão com a sociedade.

Cumprindo sua promessa de campanha, o prefeito João Doria Jr. iniciou em 21 de maio seu projeto de destruição da chamada região conhecida como "Cracolândia", no centro de São Paulo. A operação conjunta entre Prefeitura e Governo estadual tinha como finalidade expulsar as pessoas que ocupam o espaço. O uso da violência policial como método foi criticado por diversos setores da sociedade. Assista o vídeo de uma nova agência de video-reportagem independente.

"Representantes de diversas organizações denunciaram, em ato público no Largo General Osório, na capital paulista, arbitrariedades e violações de direitos humanos observadas desde a operação policial no 21 de maio na Cracolândia, que tinha a maior concentração de usuários de drogas na Alameda Dino Bueno. Aquela ação se desdobrou em desapropriações de imóveis, demolição de prédio com pessoas dentro, além do pedido da prefeitura à Justiça para que autorizasse a remoção de pessoas das ruas à força para avaliação médica, o que foi permitido a princípio, mas descartado em decisão judicial posterior." 

O desembargador Borelli Thomaz, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, extinguiu o processo em que a gestão do prefeito João Doria (PSDB) buscava autorização na Justiça para internar à força viciados em drogas na região da Cracolândia. Na decisão, o desembargador condenou a manobra usada pela prefeitura de inserir o pedido de internações compulsórias no meio de uma ação civil pública movida contra o governo de São Paulo em 2012 — por conta da operação “Dor e Sofrimento”, realizada naquele ano pela Polícia Militar na Cracolândia.

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